Black Cave – “Caveman” (2019)

Black Cave – “Caveman” (2019) 

DeFox Records & Promotion       

Heavy Metal/Hard Rock/Punk Rock

 

Nota: 8,0

 

Toda a banda que atinge uma certa maturidade após vários lançamentos e turnês, mantendo se viva após isso, demonstram uma sinergia entre os integrantes, para que cada um seja uma peça fundamental no bom andamento da banda. Desde as composições até o seu papel no dia a dia, cada detalhe se torna uma especialidade daquele determinado integrante. Uma coisa que sempre me chama a atenção é quando algum músico resolve explorar um caminho mais a fundo e segue sozinho nessa empreitada. É mais ou menos nesse contexto que o Black Cave se encaixa.

Liderado por Paulo Destroyyer Maia, este é um projeto totalmente gravado por ele, onde o seu lado mais Classic Rock e, até mesmo, Hard Rock teve exposição. Não pense que este álbum será algo restrito a um só estilo, pois até pitadas de Punk Rock será presenciada aqui. Paulo foi capaz de demonstrar toda a sua qualidade nas composições, criando simples e cativantes músicas, desde as linhas vocais, passando pelos marcantes riffs e guiado pelas boas linhas de bateria.

Desde a abertura com “Thor”, Paulo já mostra a sua preocupação com boas bases e solos, com um Heavy Metal mais cadenciado. O espírito Rock’n Roll surge na sequência com a mais animada e descontraída “Like a Virgin Headbanger”. “Dirty and Sex” é outra faixa que mantém essa linha. “Washed New” tem um riff de abertura que remete a um antigo Dead Kennedys e a música acaba tendo uma simplicidade e levada ao melhor estilo Ramones. E Hard Rock? Também temos aqui, em “My Eternal Love”, que apesar de muito boa, só pecou com o berro agudo no final, soando bem estranho. “Let Me Go Again” joga o lado mais furioso, que até então, estava adormecido ao longo do disco. E por que não uma balada? É aí que vem a “Platonic Love” para completar o os vastos estilos abordados.

Um certo calcanhar de Aquiles na maioria das ‘One Man Band’ acaba sendo a produção e aqui não foi diferente. Apesar das boas músicas, a gravação tende para uma produção mais crua, o que é bom até certo ponto, porém acabou tirando muito a qualidade das composições, principalmente da guitarra e baixo, que são os pontos fortes do disco. Eles acabam soando emboladas em certos momentos ou sem a força necessária que aquele riff pede. As linhas vocais são boas, mas também sofreram um pouco com a gravação, que deixa certas partes soando fraca, como se Paulo estivesse cantando fora de sua área vocal. Talvez uma produção mais cuidadosa possa extrair mais o potencial, afinal são composições que merecem essa atenção.

Ainda assim, o resultado de “Caveman” é um álbum agradável e divertido de se escutar. Um puro Rock descompromissado, que deixa claro a criatividade e liberdade de exploração artística de uma pessoa só!

Victor Augusto

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