Andralls – “Bleeding For Thrash” (2019)

Andralls – “Bleeding For Thrash” (2019)

Distro Rock Records

Thrash Metal

 

Nota: 10

 

Vamos ser sinceros, um álbum com um título como “Bleeding For Thrash”, vem ao mundo para vencer na vida. No caso da música, já chega com os dois pés no peito do cidadão e já com alcunha de clássico. O mais novo álbum da banda paulista Andralls, não é somente uma ode ao Thrash Metal, mas sim um grito de liberdade, de força e de atitude, de uma banda que passou poucas e boas nos últimos anos, mudança de formação e principalmente problemas sérios de saúde de um dos seus integrantes que o abateram, mas não fez o gigante deitar na lona.

Para quem é fã, o estilo do grupo segue quase que inalterado e digo quase, pois temos algumas adições de Death Metal aqui e ali, algo que enriqueceu mais ainda o tal tradicional “fasthrash”, que nada mais é do que um estilo único que podemos dizer que engloba tudo que é “barulhento e rápido”, dentro do mundo negro do metal e que o Andralls tomou para si. Aqueles que estão embarcando pela primeira vez nesta viagem, sejam bem-vindos, vocês terão uma bela agressividade, um Thrash Metal puxado para escola alemã, seco e ríspido, sem qualquer tipo de firulas ou enrolações, o som aqui é direto, sem tempo para respirar.

Diversas músicas merecem o destaque, a abertura “We Are the Only Ones” e seu riff hipnótico, puxado para o Sepultura da fase Arise. ”64 Bullets” soa bruta daquelas que você sentirá vontade sair quebrando tudo e todos. A faixa título contém um refrão que funciona perfeitamente ao vivo, que deixará muitos sem voz no dia seguinte. Com tudo, aqui cabe falar de duas faixas em especial, “Legion” e “27.02.18”, que homenageiam o grande músico e produtor, Fabiano Penna (Rebaelliun). A primeira é agressiva, já a segunda traz linhas acústicas, mais densas, sombrias e sentimentais, ambas arrepiam até o mais incrédulo ser humano.

“Bleeding for Thrash”, é um disco para quem ama música pesada, num mundo tão podre e imundo, ter a chance de ouvir uma declaração de amor á um estilo, faz disso uma obrigação e dever nosso de reverenciarmos o Andralls.

 

William Ribas

 

 

 

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