Acero Nacional – “Trueno” (2019)

Acero Nacional – “Trueno” (2019)

Heavy Metal/Metal Obrero

 

Nota: 8,5

 

Nascido para lutar, contestar e ir contra a qualquer regra que sirva para amedrontar o povo, provavelmente são os três alicerces que cercam a ideologia da banda chilena, Acero Nacional. Sinceramente, deixarei de lado qualquer questão política ou qualquer coisa que leve a isso pelo simples motivo: nenhum político presta, seja de direita ou esquerda, todos estão em algum cargo pelo seu lado pessoal (alguém gritou poder e dinheiro aí?), aqui apenas falaremos do lado musical, ok?

Musicalmente, “Trueno”, respira o mais puro Heavy Metal clássico, da famosa fase New Wave of British Heavy Metal, em diversas partes das seis faixas presentes no disco esbarramos com algumas coisas do Judas Priest, principalmente da fase Ripper Owens. A energética “Volar”, abre os trabalhos de maneira primorosa e deve com absoluta certeza fazer parte dos vindouros shows do grupo, rápida, aliás, basicamente a banda não tira o pé do acelerador em nenhum minuto, é como se a ordem do dia da gravação fosse: vão para cima, mais metal, mais metal, sempre mais.

 

A única faixa que podemos dizer que fica um pouco fora do contexto agressividade atende pelo nome de “La Red”, mas não, não pense que não vale a audição. A música em si, traz um Hard/Heavy metal muito legal, daqueles que você tem a certeza que se fosse lançando há três décadas, hoje estaria sendo considerado um clássico, onde até sua vó saberia cantarolar por aí de tão grudenta. A porrada, “Yo”, fecha o disco maneira forte, como se trata de uma música rápida, mas com um certo suingue, com alguns riffs que ficam na linha entre o Thrash/Heavy Metal, será perfeita para os shows de divulgação de “Trueno”.

Com este novo disco de estúdio, o Acero Nacional, ficam os dois pés na história do Rock/Metal chileno, mas fica uma pergunta no ar: não seria a hora da internacionalização? Possivelmente fazer igual à banda argentina, Helker, que produz o mesmo álbum para o mercado interno e externo, ou seja, em inglês e espanhol.

Um álbum forte como este aqui, não deveria ficar preso há somente um único lugar, ou poucas pessoas.

 

William Ribas

 

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