Melhores de 2019 – William Ribas

Melhores de 2019

Por William Ribas (Redator)

 

Todo final de ano é a mesma coisa, seja você apenas fã e viciado por música pesada, seja algum ser que escreva para algum veículo. As tais polêmicas listinhas de top 10 anual sempre farão parte da sua vida. No meu caso, eu já começo a formular durante o primeiro álbum que escuto e resenho em janeiro, e vou adicionando os que mais gostei, o que me surpreendeu. Com isso, em dezembro, é a hora de brincar de: ele sim, ele não.

Abaixo, você caro leitor, confere o meu enxugado top 10. Lembrando que o primeiro colocado tem a mesma importância do décimo, são apenas números, todos tem a mesma importância e passaram sentimento.

 

1 – Candlemass – “The Door To Doom”

 

O décimo segundo trabalho da lenda Candlemass, traz muito peso, passagens carregadas e muita criatividade. Além do que somente mais um disco de Doom Metal, “The Door To Doom”, carrega consigo um leque de musicalidade que passeia por diversos estilos.

 

2 – Age of Artemis -“Monomyth”

 

A primeira vez que ouvi “Monomyth”, eu tive a certeza que em dezembro ele estaria na minha lista de melhores do ano. E o porquê? Simples, é energético, melódico, pegajoso, rápido, onde contém todos os clichês possíveis e imaginários do Power Metal, com passagens complexas que todo fã de Prog Metal amam.

 

3 – Suicidal Angels – “Years of Aggression”

 

“Years of Aggression” é o álbum de Thrash Metal que todo fã do estilo espera ouvir. Sorrateiro, rápido, cru, potente como uma patada de um mamute, e obviamente, com riffs afiados.

Precisa de mais palavras? Apenas parte o play!

 

4 – Dark Tower – “Obedientia”

 

O novo álbum da banda carioca Dark Tower é o reflexo do mundo. Caótico, brutal e desesperador. O grupo faz um Black/Death Metal de colocar medo em qualquer mito, santo, ou até mesmo no homem que comanda o tal do inferno. Duas palavras definem este trabalho: agressividade e épico.

 

5 – Evergrey – “The Atlantic”

 

Os suecos não só lançaram um dos melhores álbuns de 2019, mas conseguiram ir além. “The Atlantic” pode ser apontado, sem loucura nenhuma, como o melhor trabalho de estúdio do Evergrey, e tudo pela sua carga emocional e melancólica acima da média. Não, não há nada de novo em referência aos álbuns anteriores, mas aqui o fator equilíbrio falou mais alto e fez toda a diferença.

 

6 – Hatefulmurder – “Reborn”

 

Mais do que um “renascimento”, o disco novo do Hatefulmurder é uma constatação de união, de um trabalho em equipe, que se formou uma única unidade. Um trabalho surpreendente desde a capa, passando pelo encarte e indo para o mais importante, a música.

Agressivo até o osso, trazendo uma boa mescla Death/Thrash mais old school, com pitadas de linhas trincadas, mais encorpadas algo até de Metalcore. “Reborn” é o passo gigantesco do Hatefulmurder.

 

7 – Legacy of Kain – “Paralelo XI”

 

O Segundo disco do Legacy Of Kain é um manifesto, ou melhor, é um álbum de coragem, onde a banda coloca o dedo na ferida e sem medo de qualquer represália. Num resumo, parte do trabalho trata do massacre ocorrido pela tribo indígena Cinta Larga, em 1963.

Sinceramente, é um trabalho que merece ser escutado por todos, seja você amante de algo mais agressivo, ou não. A densidade ímpar e a forma única que o grupo trabalhou a conexão entre instrumental e letras, não deve ficar preso em rótulos e paradigmas.

Ouça.

8 – Vírus – “Contágio”

 

Um registro que demorou um pouco mais de 30 anos. Só por esse fato, “Contágio”, merece figurar nesta humilde lista. Mas, e quando as músicas são boas, estão com uma qualidade excelente, tudo soando atual e sem cheiro de naftalina?

A banda clássica Vírus lançou basicamente um compilado de músicas que integraram a coletânea SP Metal e que tocavam em seus shows na década de 80. As 8 faixas trazem o que há de melhor no Hard/Heavy, com todas as letras cantadas em português.

 

9 – Dream Theater – “Distance Over Time”

 

O novo álbum da maior banda de Prog Metal é marcado, principalmente, pela falta de uma faixa looonga. Podemos dizer que “Distance Over Time”, seja um dos álbuns de mais fácil assimilação de toda carreira do grupo, mas não pense que a tarefa é mole.

Mesmo que não tenha aquela esticada no instrumental, o álbum carrega diversas passagens complexas, com as já características mudanças de tempo repentina. “Distance Over Time”, é direto, é Heavy Metal e como de praxe, é viajante.

 

10 – Andralls – “Bleeding For Thrash”

 

Uma vez ouvi de um amigo: Quando você vê que o Andralls lançou novo disco, não precisa nem ouvir para saber que está, no mínimo, excelente. Pois é, acrescento que você sempre pode esperar o tal “Fasthrash”, uma mistura de tudo que há de mais sujo e rápido.

O trabalho como um todo remete ao Thrash Metal mais clássico, com aquela pegada oitentista, agressivo sem tirar o pé do acelerador. A bela homenagem ao saudoso Fabiano Penna, é de tirar lágrimas.

 

“Nois é Thrash, caralho! ”

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