Hell Bound – “Hell Bound” (2018)

Hell Bound – “Hell Bound” (2018)
Heavy Metal

Nota: 8,5

Dentre os vários representantes que impulsionaram determinados estilos no Brasil, costumo dizer que o Thrash, Death e Power Metal foram agraciados com nomes que obtiveram grande repercussão internacional. Até o que chamamos de Heavy Metal tradicional, acabou pegando uma “carona” junto aos representantes do chamado metal melódico. No que se trata de Brasília-DF, tivemos o Dark Avenger, numa linha tradicional, porém pesada, que obteve um grande sucesso, apesar de não ter ido tão longe quanto merecia. De qualquer forma, ela foi uma das que fomentaram o surgimento de novas bandas que flertam entre o Power e Heavy Metal e é aí que surge o nome Hell Bound.

Com mais de 10 anos de criação entre shows, pausa e retorno das atividades, o quarteto chegou ao seu primeiro disco, indo de cabeça no Heavy Metal tradicional, porém com uma cara e abordagem fora do comum. Apesar da grande influência de Judas Priest e de outras bandas similares, não pense que eles apelam para os exageros e clichês típicos deste som. A guitarra direta de Fabricera Rocha, com solos precisos, técnicos e não muito longos, é muito bem complementada do baixo de Guilherme Peixoto, que não se limita a acompanhar a base, colocando muita distorção e linhas extras. Algumas passagens de baixo até lembram algo de Joey DeMaio (Manowar), mas como eu disse, sempre sem exageros. Léo Castro alterna linhas de bumbo duplo com passagens mais na cara e Emannuel Thorsen dá o seu show de interpretação com arranjos muito inteligentes, porém tendendo a vocais mais limpos, sem agudos constantes ou repetitivos.

Talvez o sangue brasileiro tenha dado ao Hell Bound aquela garra e peso extra, onde as letras abordam tema mais voltados a problemas que vivemos, como ganância de políticos e numa visão mais pessoal. Apenas a “Riders On The Road”, que fala de estrada e cerveja, e “Beyond The Gates of Hell”, com um tom mais narrativo de quem teve sua alma mandada para o inferno, mostrando uma cara similar a “Diamonds and Rust”, do Judas Priest. A faixa título do álbum, “Hell Bound”, também foge à regra, com uma timbragem de guitarra que remete ao Accept e conta com as clássicas palavras “fire,steel and powerl”.

O “Hell Bound” não é somente um álbum de estreia, mas é uma marca das poucas bandas que mantêm um Heavy Metal clássico, sem as extravagâncias que alguns grupos usaram e abusaram em décadas anteriores. Respeitando os mestres do estilo, eles conseguiram colocar a sua técnica e simplicidade na música, tornando tudo mais agradável, o que deixa a audição de fácil assimilação. Uma excelente forma de estreia e quem sabe eles não sejam as futuras referências para as próximas gerações.

Victor Augusto

2 Comments:

  1. Victor Augusto 🤘

    Fala doutor! Obrigado pelo apoio! Parabéns pela seriedade e compromisso no qual você desenvolve seu trabalho!

    Sucesso irmão! Não especificamente em números mas sim em satisfacão ao expor sua paixão pela música!

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