Infrared – “Back to the Warehouse” (2019) EP

Infrared – “Back to the Warehouse” (2019) EP
Thrash Metal

Nota: 8,5

Os canadenses do Infrared surgiram no final dos anos oitenta, inspirados em todas as grandes bandas do mesmo gênero que desfilavam pelo topo das paradas mundiais daquela época. Infelizmente, esses caras se separaram em 1989 e, felizmente, os deuses do Heavy Metal quiseram eles juntos novamente. Os membros originais Armin Kamal (vocal, guitarra), Kirk Gidley (guitarra) e Alain Groulx (bateria) recrutaram Mike Forbes (baixista que substituiu o quarto membro original Shawn Thompson) para o completar o time e a “greve” de palcos acabou em 2014.

Dois álbuns já foram lançados desde então, o “No Peace” (2016) e “Saviors” (2018), mas este EP veio somente para resgatar composições antigas que estavam estocadas em seu “depósito” (alusão ao título do EP, que significa algo parecido com “de volta ao depósito” ou “de volta ao armazém”) e receberam novos arranjos, além de uma gravação moderna. As quatro faixas mostram um Thrash Metal direto, inspirado nas palhetadas rápidas do Megadeth, junto de melodias que lembram o Anthrax. Armin impõe berros de forma melódica, conquistando um refrão notável. A linha de baixo de Mike está bem presente e tem alguns momentos de destaque, como em “One Mouth Two Faces”, em que mantém o ritmo enquanto a guitarra para rapidamente. Alain toca com intensidade e teve um trabalho árduo para acompanhar os complexos riffs de Kamal e Kirk. Os solos são sempre insanos e muito bem trabalhados. Todos os membros se completam fazendo uma música complexa e muito técnica.

A música de abertura “Meet My Standards” é a mais furiosa de todas e dá a ideia do que termos adiante. A já mencionada “One Mouth Two Faces” e a “Hate Today, Despise Tomorrow” são mais lentas, mas não menos pesadas e abrem espaço para bons trabalhos vocais. Já em “Animated Realities” temos uma boa pitada de Sodom. A propósito, o Thrash Metal alemão é grande parte do DNA da banda, com esse tipo de felicidade ao estilo Tankard de ser. As mudanças abruptas de riffs estão mais ligadas a um jeito Death Angel de tocar e, coincidentemente, eles têm a idade e uma história parecida sobre pausa e retomada das atividades.

O cover de “Wrathchild” (Iron Maiden) encerra o EP e ganhou poucas partes estendidas, mas nada de muito diferente da música original. “Back to the Warehouse” é perfeito para mostrar as raízes da banda, que se somam ao conhecimento e experiência que eles têm hoje. Este é um álbum perfeito para bater a cabeça enquanto bebe-se uma boa cerveja.

Victor Augusto

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