Viletale – “Land Of Thousand Pleasures” (2018)

Viletale – “Land of Thousand Pleasures” (2018)

Death Metal/Horror Metal/Gore

Nota: 9,0

A banda de Blumenau-SC, Viletale, chegou ao tão cobrado e esperado primeiro álbum completo, após uma sequência de 3 EPs e dois singles bem interessantes, um natalino e outro de Halloween, em quase 3 anos de existência. Essa força criativa da banda em compor tanto material, se fez necessária antes de chegar ao disco, pois foi nítida a evolução progressiva até para o resultado desse lançamento. A já conhecida proposta sonora não se modificou e o Gore/Death Metal continua muito intenso e com bastantes quebradas rítmicas, o que faz o som fugir de um Death Metal tradicional e maçante.

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Podemos dizer que “Land of Thousand Pleasures” trata-se de um disco conceitual em sua natureza, pois cada faixa aborda a história de um serial killer diferente, como uma trilha sonora de filme de horror, adaptada especificamente aos atos doentios de cada assassino ou estuprador, relatado faixa a faixa. O disco se inicia com a regravação da poderosa “Splatterhouse”, que ganhou participação vocal de Lucas Scaraveli (banda Zombie Cookbook) e “Santificada Seja A Carne”, ambas do EP “The Suicide of Dei”, de 2017.

Já pude perceber um som mais cristalino e pesado em relação as produções anteriores. A linha vocal de Bruno Jankauskas está mais gutural, mas não descartou as partes mais rasgadas, o que deu uma boa variação das mesmas. A bateria de Matheus Lunge não se limita apenas a blast beats, tendo uma variação de tempos e levadas que tornam o seu trabalho bem complexo. O baixo de Filipe Trindade seguiu bem essa linha mais rebuscada em todas as músicas, além do bom destaque na mixagem (até um pouquinho a mais do que o normal) e, sem dúvidas, isso deu uma alma a mais no som. Basta ouvir a introdução de “Captain Benjamin Willard” (GoatPenis Cover) para constatar o bom trabalho em conjunto do baixo e bateria.

Sem perder o peso, mas com um ritmo bem mais desacelerado, a faixa “Glasgow Smile” segue quase como uma tortura em meio a berros e riffs arrastados, o que aumenta a sensação de horror da temática abordada. Já em R.A.W (Roasted Alla Westchester), temos um trabalho mais voltado para boas bases de guitarra de Bruno e Alan Ricardo e um ritmo mais constante, entrando um pouco mais na linha do Death Metal Clássico. “Hellish Blue” é um dos destaques do disco, com sua pegada mais na cara e de fácil assimilação. Essa faixa contou com a participação de José Fernando Metzger e Thiago Acantara, além do vocal feminino de Michele Schade.

Próximo ao final do disco, a banda ainda surpreende com a longa “Behold, O’ Brotherhood”, que mostra um lado mais trabalhado do quarteto e a regravação de “Vile” encerra de vez o álbum.

Ficou nítido que o Viletale evoluiu e estudou muito bem o que queriam fazer em esse álbum. Unindo a maturidade adquirida em tão pouco tempo de banda, com um trato a mais na gravação, temos como resultado o grandioso “Land of Thousand Pleasures”, digno de desfilar entre os melhores lançamentos do ano.

Victor Augusto

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